Bolhas Bloguistas

NÓS! Literalmente nós! Nós vamos bem com caviar, ao almoço e ao jantar. Estamos bem e a melhorar. Ninguém nos pode parar e Nós sempre a borbulhar. bolhas_bloguistas@yahoo.com.br Um espaço aberto a toda e qualquer futilidade...

sexta-feira, setembro 01, 2006

Nova Iorque do Pacífico



Queridas bolhas,
Como havia referido num post anterior, onde me referia ás minhas summer-foto-digressões (cfr. Phuket), hoje vou falar-vos de Xangai - provavelmente a cidade que simboliza hoje em dia, melhor do que nenhuma outra, o fenómeno conhecido por um nome pomposo: a globalização cultural! got it?
Visitei pela primeira vez a capital comercial da China numa data muito peculiar: dia 8 de Dezembro de 1995, no vôo inaugural da Air Macau! nesse mesmo dia foi inaugurado o Aeroporto Internacional de Macau. Um marco histórico para contar aos netos, portanto! A nossa Mestra pode contar aos bolhinhos a experiência de aterrar com o tabuleiro no colo! Ela também fez parte do grupo de 8 elementos (por sinal todos muito divertidos) da digressão de 4 dias a Xangai, na altura já a mais ocidental urbe chinesa, colonizada por franceses e ingleses, nas décadas de 30 e 40 do século passado, povoada por 15 milhões de formigas humanas a alguns milhares de volkswagen santana, de todas as cores possíveis e imaginárias, correndo entre milhões de bicicletas, polícias sinaleiros e bandos de trauseuntes em inacreditável agitação.
Do Peace hotel, situado no Bund - a imagem de marca da cidade, junto ao rio - tirei a fotografia da praxe com a torre da TV "pérola do oriente", em Pudong (sem mais prédios a circunda-la). Visitei a antiga zona colonial das "concessões" ocupada antes de 1949 pelas potências europeias, entre as ruas de Nanquim e de Huaihai, em total reboliço e a Old Town. Lembro-me que o contraste entre os ambientes requintados dos hotéis de 5 estrelas e o resto da cidade, cujos hábitos culturais (como a higiene) tinham uma marca bem camponesa, era abismal...
Voltei a Xangai este ano, desta vez no verão. Foi então que me apercebi como Pudong, em 1995 praticamente a margem agrícola de Xangai, se transformou, apenas numa década, num dos maiores centros de negócios do planeta. Há perímetros para tudo em construção permanente - área financeira, zona de off-shore, implementação de fábricas (já lá estão diversas multinacionais), parque tecnológico gigante e área residencial de luxo.
Um novo aeroporto, ligado ao centro da cidade por um comboio (magnético) de alta velocidade (atinge a velocidade máxima de 430 km e percorre 35 km em 8 minutos!), simboliza, penso eu "de que" a verdadeira ambição do governo chinês: tornar Xangai a principal metrópole comercial do oriente! Efectivamente em Pudong percebe-se o renascimento da china, feito de requinte tecno-oriental, sendo a Jin Mao Tower, o exemplo por excelência.
Para terem uma ideia esta torre tem 88 andares e 340 m de altura! a recepção do Grand Hyatt hotel fica situada no 56.º andar e do observatório é possivel apreciar a famosa espiral iluminada inspirada no filme "star wars". É impressionante a sensação!
Em Xangai os melhores restaurantes ficam invariavelmente depois do sétimo andar (e de preferência no último) de um qualquer edificio de prestigio. Na jin mao, no 58.º há uma série de restaurantes de gastronomia ocidental e para apontar na agenda o famoso bar Cloud 9 com uma atmosfera requintada e uma vista de ficar de boca aberta... aliás, noite dentro, uma outra Xangai emerge, os bares cheios de pessoas, de diferentes nacionalidades e estilos, de olhos sorridentes. Aconselho vivamente para começar a noite: o M Glamour bar, o bar Face e finalmente o Club 97 para dançar!
Não posso ainda deixar de fazer referência: 1) ao Barbarossa (e não bar da rossa), um restaurante/bar ao estilo marroquino situado no meio do jardim do People's Square. Trata-se de um local tranquilo, perfeito para almoçar, ou lanchar aproveitando a Happy hour que começa ás 5 da tarde. Os sumos e as sandes são mesmo a não perder! 2) à Nan Jin Road, comparável por alguns ao times square de NY, é uma rua cheia de vida. Em cada canto há um espaço, misturando-se, à boa maneira chinesa, a loja de marca internacional com a mercearia ou a tenda de venda de vestuário, de ouro de poucos quilates e jade ou de quinquilharias. 3) ao mercado das antiguidades, situado na zona da concessão francesa pela paz de espiríto que ali se encontra. É possível encontrar verdadeiras reliquias dos anos 30 por tuta e meia.
Momentos memoráveis: os jantares no M on the bund pela sua vista indescritível para pudong, e no japonês (cujo nome não me recordo) na zona da concessão francesa pelo seu estilo simples e meio minimalista; a leitura da vida feita por um fortune teller no bar cloud 9 e the last but not the least a companhia, que tal como eu, gosta dos locais que lhe façam despertar todos os sentidos!
Diz-se por aí que o futuro passa pela China. Não sei se é verdade. Mas uma coisa eu sei “It’s something unpredictable. I hope you had the time of your life.”

4 Comments:

Blogger Bolha Mor said...

Há alguém que não tarda vai ser convidada para escrever na "rotas e destinos"... Está-me cá a parecer que vais ser uma daquelas sortudas que viaja à pala para todo o lado, fica em hoteis de 6 estrelas e ainda é paga para isso...
Isto promete! Tenho todo o gosto em ser a tua assistente. Combinado?

5:41 da tarde  
Anonymous BLUE said...

Contratada!!!

5:59 da tarde  
Anonymous José Manuel S.N. said...

Obrigado. Vou para Xangai para a semana e dei com o vosso blog. Gosto da parte das viagens até porque vou muitas vezes à Asia.

5:47 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Cada vez que vou para fora venho ver as vossas dicas... Adoro!

3:55 da tarde  

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