Bolhas Bloguistas

NÓS! Literalmente nós! Nós vamos bem com caviar, ao almoço e ao jantar. Estamos bem e a melhorar. Ninguém nos pode parar e Nós sempre a borbulhar. bolhas_bloguistas@yahoo.com.br Um espaço aberto a toda e qualquer futilidade...

terça-feira, março 07, 2006

As Bolhas e os "gays"

Caras amigas, hoje, e ainda no rescaldo do Super Bubble Dinner de sábado, venho conversar convosco àcerca das relações entre as Bolhas e os Gays.

Um primeiro reparo é que quando se fala em “gays” são obviamente do sexo masculino. As ditas “fufas” – “lésbica” é uma palavra execrável - são abomináveis e não entram de forma alguma no “bubble world”. Elas são masculinas, duras, secas, frustradas e emocionalmente pesadas, diria mesmo castradoras, para além de na grande maioria dos casos, diria 99,9%, irremediavelmente pindéricas. É pois uma raça que nada nos suscita além de indiferença ou mesmo desdenho.

Já com os gays o filme é outro (usei a palavra “filme” propositadamente, como sabem há um filme muito actual sobre “gays” que não ganhou o Óscar por uma unhinha rôxa). Bolha que se preze tem sempre um “conhecido gay” ou um “amigo”.

“Conhecido gay” é o estilista, o cabeleireiro, o chapeleiro, o esteticista, o dono do ginásio e spa, o pasteleiro, o maître do restaurante...enfim, eles “andem aí” como é do conhecimento geral e são fabulosos naquilo que se propõem fazer. Rapidamente o contacto entre o “conhecido gay” e a Bolha supera o meramente profissional e se torna mais íntimo, resvala para o confidencial; e ele passa a fazer parte do núcleo duro; inclusivamente assume o papel de confidente-mor, ombro para as horas mais difíceis. Só ele percebe o fiasco que é ter aparecido no Baile do Ano com um vestido Dior e ver outra descarada com um vestido absolutamente igual, ou ter ido a Saint Tropez de férias e a cor das madeixas abrir sem explicação para um tom esverdeado de fugir. A reacção imediata da Bolha é ligar ao “conhecido gay”: “Jean Phillipe, mom chér coiffeur, tu não sabes o que me aconteceu querido, estou devastada! Diz-me o que fazer pois os meus nervos estão esfrangalhados e não dão para mais!”. O “conhecido gay” é homem para desligar o telefone e se meter num avião para consolar “in loco” a Bolha como só ele sabe: fazendo-a ver que, apesar de tudo, ela continua a ser única e especial.
As Bolhas partilham os “conhecidos gays” entre si, recomendam-nos, requisitam-nos, enaltecem as suas mil e uma qualidades em conversas à hora do chá ou sussurros no banho turco. Afinal qual é a Bolha que já não organizou com as amigas um jantar surpresa ao costureiro ou ao galerista que lhe vendeu os quadros do salão?
Mais, é um fenómeno de simbiose perfeita pois o “conhecido gay” que tenha ganho a confiança de uma Bolha, ganha a confiança das suas 495 amigas e vê o seu negócio florescer por várias gerações (os “conhecidos gays” servem mães, filhas, avós, primas, etc).

Depois há os “amigos gays”. São aqueles que fazem parte do mesmo círculo das Bolhas e que com elas percorrem o circuito social, ou seja, são tão PLU como elas. São oriundos das melhores famílias, educadíssimos, riquissimos.
Gentis, afáveis, com supremo bom gosto, apresentação irrepreensível, são discretos, sim, acima de tudo DISCRETOS. Vestem o último grito da moda masculina e têm as mesmas preocupações com o físico que as Bolhas. Eles vão ao spa todos os dias, ao cabeleireiro retocar as madeixas; têm as unhas das mãos e dos pés suaves e limadas, o corpo liso e depilado, enfim, um mimo à vista e um regalo para o olfacto. Estão sempre disponíveis excepto, claro, quando se ausentam para Miami ou Berlim de forma inesperada e sem pré-aviso. Têm um “olho clínico” para a moda, um faro inato e inigualável para o que está “in” e “out”, sentido crítico mordaz e acutilante. São uns amigos fiéis - e da total confiança dos Bolhões por razões óbvias -, uns queridos, que acompanham as Bolhas a todo o tipo de eventos onde são fotografados juntos de copo de champanhe na mão ao mesmo tempo que dão enormes e invejáveis gargalhadas. Eles e as Bolhas são verdadeiras almas gémeas que se entendem sem que haja margem para as rivalidades do sexo feminino que uma Bolha, naturalmente, acaba sempre por ter com as amigas, por muito amigas que sejam (vejam a Nicole Ritchie e a Paris, tão amigas que elas eram mas a vaidade feminina e o sede de protagonismo de ambas minaram tudo).Uma Bolha que não tenha na agenda os telefones de vários “conhecidos gay” e pelo menos um “grande amigo gay”...não é Bolha que se preze!

4 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Tal e qual o nosso mundo... Esta bolha é mesmo uma escritoria nata do meovimento realista!!!

3:27 da tarde  
Blogger Bolha Mor said...

Este comentário foi removido por um administrador do blogue.

3:27 da tarde  
Blogger Bolha Mestra said...

Temos uma anonima infiltrada no nosso blog???????????
Mas tenho de concordar que temos escritora. A champanhe traçou o quadro perfeito dos Bubble friends Gays!!!

5:12 da tarde  
Blogger Me Hate said...

Eu por achar de facto essas palavras... inaudiveis... Brinco com a coisa e digo usualmente: Gaya! ;)

12:32 da manhã  

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